Volta às aulas: preocupações com a privacidade na era do ensino remoto

Com o início do novo ano letivo, muitos alunos retornarão às aulas pessoalmente, enquanto outros optarão por continuar o aprendizado híbrido ou remoto indefinidamente. Infelizmente, para as famílias que optam pela última opção, o ensino remoto pode prejudicar sua privacidade on-line.

De acordo com o Relatório de pesquisa de 2020 da RAND Corporation, um em cada cinco distritos escolares dos EUA planeja oferecer ensino on-line mesmo após o fim da pandemia. Muitos distritos escolares estão esperando para revisar as recomendações mais recentes do Centro de Controle de Doenças (CDC).  De qualquer forma, é um bom momento para uma atualização da privacidade dos dados.

 

Políticas voltadas para a privacidade 

Proteger a privacidade dos filhos durante o ensino remoto requer a implicação de três partes: pais, alunos e escolas. Um dos primeiros passos nesse sentido é entender as práticas de privacidade da instituição de ensino. Para isso, peça para ver o enfoque dado ao consentimento de dados, ao uso de dados secundários, bem como às práticas de coleta e retenção de dados.

 

Lacunas comuns na privacidade 

De acordo com o Centro para Democracia e Tecnologia, a escola pode colocar em risco a privacidade de uma criança através de cinco áreas.

  1. Avaliações digitais

Usar os dados dos alunos para avaliar as necessidades e iniciar programas de conectividade e dispositivos pode representar um risco à privacidade.

Pergunta: para avaliar o acesso digital geral, a escola coletou os dados do meu filho. Como esses dados serão usados?

  1. Compartilhamento de dados

Compartilhar dados de alunos com terceiros, como banda larga e provedores de dispositivos, é uma prática comum que pode representar um risco à privacidade.

Pergunta: para conectar-se com os alunos remotos, a escola compartilhou os dados de meu filho com o provedor. A escola pode garantir que os dados serão usados por terceiros de forma responsável? Posso ver a política de uso de dados?

  1. Protocolos de monitoramento

As escolas agora têm aplicativos que permitem aos professores monitorar o progresso dos alunos.

Pergunta: com mais acesso do professor aos dispositivos e desktops dos alunos, como a escola pode garantir que os outros dados do meu filho estejam protegidos?

  1. Segurança do dispositivo emprestado

Requisitos contínuos de segurança e gerenciamento de dispositivos devem ser estabelecidos para evitar vírus e atividades maliciosas.

Pergunta: quais medidas de segurança estão em vigor nos dispositivos da escola para proteger o conteúdo ou as informações pessoais do meu filho? A atividade do meu filho será monitorada?

  1. Baixo nível de formação digital 

A carência de formação digital e de conhecimento sobre segurança por parte dos alunos, das famílias e até mesmo das escolas pode colocar a privacidade de uma criança em risco.

Pergunta: quais recursos de formação ou treinamento digital são oferecidos a professores, funcionários, alunos e famílias?

Obteve a governança? 

Um sinal de que a privacidade de seu filho está em boas mãos é se sua escola possui uma Política de Governança de Dados (DGP) sólida seguida pela equipe, pelos professores e pelos alunos. Uma DGP estabelece processos e estruturas escolares para supervisionar a abordagem da escola em relação à gestão, usabilidade, disponibilidade, qualidade e segurança dos dados e da tecnologia.

Indo mais além, uma escola preocupada com a privacidade implicará alunos, famílias, professores e administradores (e até mesmo fornecedores terceirizados) com respeito à importância do uso de dados e do fechamento das lacunas de privacidade.

Quatro maneiras de ser proativo em relação à privacidade dos dados 

  1. Falar sobre privacidade e definir o que significa

Em vez de fazer suposições, fale com seu filho sobre o que significa privacidade. Leve em consideração, por exemplo, o uso do controle dos pais para filtrar conteúdo de risco, em vista do aumento do tempo on-line. Da mesma forma, converse com seu filho sobre como identificar fraudes de phishing e invista em um software de segurança que verifica a existência de malwares e sites não confiáveis.

  1. Proteja informações pessoais

Se seu filho usa aplicativos de vídeo, como o Zoom, para se conectar remotamente, certifique-se de que as informações pessoais, como data de nascimento, endereço, fotos ou um apelido, não estejam acidentalmente visíveis no fundo.

  1. Otimize as configurações de privacidade

Qualquer que seja a tecnologia usada pelo seu filho para o ensino remoto (Zoom, aplicativos de bate-papo, site ou outra plataforma EdTech), defina as configurações de privacidade com a máxima proteção. Seguir as instruções nas “configurações” de qualquer novo aplicativo é rápido e fácil.

  1. Desativação do diretório escolar

De acordo com a FERPA, a Lei dos Direitos Educacionais e Privacidade da Família, as escolas devem notificá-lo sobre seu direito de cancelar o consentimento de uso das informações do diretório no início do ano letivo. Não cancelou? As escolas podem compartilhar as informações do seu filho no diretório com terceiros sem o consentimento dos pais ou do aluno.

Poderíamos dizer que uma consequência positiva da pandemia foi que, com o aumento repentino na conectividade durante a quarentena, as preocupações com a privacidade dos dados tornaram-se mais predomiantes do que nunca, e essa mudança merece um A+. No futuro, é fundamental que os pais e as escolas trabalhem juntos para criar práticas que protejam a privacidade on-line de todos os alunos, local ou remotamente.

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